Empresa brasileira fabrica sapatos com tecido de abacaxi

sapatos de abacaxi

Que tal andar por aí usando um sapato fabricado de tecido feito a partir do abacaxi? Uma empresa brasileira, que atua na fabricação de calçados ecológicos desde 2014, acabou de lançar o novo modelo. A novidade se chama Piñatex e foi criada pela designer espanhola Carmen Hijosa.

sapatos de abacaxi

O tecido feito a partir de folhas de abacaxi promete ser tão resistente quanto o couro de animais e pode ser produzido em grande escala. Segundo a empresa, o material é flexível, absorve as estampas de maneira correta e pode ser facilmente costurado. Para um metro quadrado de tecido são usadas 480 folhas retiradas de 20 abacaxis.

A produção desse tipo de couro necessita menor quantidade de água e de produtos químicos. Além disso, evita a extração animal e reaproveita matéria que seria completamente descartada no lixo. A empresa também defende que a produção do tecido promove oportunidades de renda para comunidades.

Sobre a empresa

Fundada em Porto Alegre, em 2014, a Insecta Shoes tem foco na produção de produtos ecológicos, feitos de maneira manual e sem a utilização de nenhuma matéria-prima de origem animal. Os modelos à venda variam entre botas, oxfords, sandálias, chinelos, mules e loafers em um total de oito modelos clássicos e casuais. Todos os calçados são sem salto.

A empresa possui economia circular e fechamento de ciclo. Por meio da logística reversa, o cliente envia de volta o produto quando estiver usado, estragado ou pronto para o descarte. Desde a sua fundação, foram produzidos quase 30 mil pares de calçados, reutilizadas 21 mil garrafas pet, cerca de 2 mil metros de tecido reaproveitado, 900 quilos de algodão reciclado, mais de 6 mil quilos de borracha reciclada e 1,5 mil quilos de caixas de papelão recicladas.

Outras linhas

Mas não é só de abacaxi que a empresa produz coleções. Confira abaixo as demais linhas de atuação, conforme informação da página oficial:

  • Básicos: a linha de lisos está sempre presente na coleção, é composta por cores básicas e neutras em tecido resistente e feito da mescla de algodão e de fios de garrafa pet, ambos reciclados. Possui estética similar a um tecido de lona.
  • Vintage: representa o início da marcar, é feita de peças de roupas garimpadas em brechós. Uma peça de roupa rende em média de cinco a seis sapatos. Para o desenvolvimento dessa linha também são usados tecidos de reuso provenientes de bancos de tecidos e jeans de uniformes industriais descartados.
  • Estamparia Exclusiva: é utilizado o tecido de fio de garrafa pet reciclada e todas as padronagens são feitas com exclusividade pelos designers da marca. A técnica para estampar o tecido é o da sublimação, que prevê pouca quantidade de água durante o procedimento e utiliza tintas à base de água, sem solventes químicos. O tecido de pet é semelhante a um poliéster, de fácil limpeza.
  • Tecidos de Reuso: vem de uma iniciativa chamada banco de tecidos, onde a empresa recolhe tecidos abandonados, desde retalhos até rolos. O que uma empresa ou pessoa não quer mais serve para outros, em uma cadeia de produção mais sustentável.

Além dos materiais variantes utilizados para o cabedal – parte de cima do calçado – outras partes do sapato são feitas de diversos materiais. A sola é feita de borracha reciclada, a palmilha com restos de produção e a couraça por plástico reciclado excedente da indústria calçadista.

sapatos de abacaxi

Concreto sustentável é opção para reaproveitar materiais e diminuir consumo de cimento e areia

concreto sustentável

Alternativas em sustentabilidade são objeto de busca pelas mais variadas áreas, dentre elas a construção civil. Visando reduzir a quantidade necessária de cimento, areia e brita, pesquisadores do Instituto de Arquitetura e Urbanismo em parceria com a Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP) vêm trabalhando em projetos de concreto sustentável.

concreto sustentável

Ao contrário do concreto tradicional, o sustentável substitui porções de cimento, brita e areia por outros materiais como areia de fundição, utilizada na fabricação de moldes de peças metálicas, e escória de aciaria, resíduo da produção do aço. O benefício ambiental é que esses resíduos da indústria voltam para a cadeia produtiva, misturados ao concreto ao invés de serem descartados no meio ambiente.

Resistência do concreto sustentável

Porém, não basta apenas diminuir materiais naturais na composição do concreto substituindo por outros, sem haver preocupação com a resistência da massa. Esse é um dos principais desafios das pesquisas, que estudam como diminuir os espaços vazios entre os elementos agregados (areia e brita), sem a necessidade de preenchê-los com cimento. Quanto mais espaços vazios entre os agregados do concreto, maior a necessidade de cimento.

Esses espaços vazios representam diminuição de resistência do material, impedindo que ele seja aplicado de maneira segura em estruturas. Em virtude disso, o concreto sustentável normalmente é utilizado apenas para construções de pavimentações, calçadas e contrapisos. Esse tipo de obra é totalmente apoiada no chão e não tem função de sustentação, diferentemente de paredes, pilares ou vigas, por exemplo.

Ele ainda não é indicado para fins estruturais, pois é necessário tempo de observação de 20 anos para poder atestar ou não sua eficiência. Logo, a orientação é pela segurança das construções.

Interesse do mercado

À medida que os estudos vão avançando na questão da resistência do concreto sustentável, há o debate sobre o interesse do mercado nesse produto, o que determina sua viabilidade em grande escala. Há dois principais pontos nevrálgicos nisso, elencados pelos pesquisadores: logística competitiva para transportar a escória até os fabricantes e capacidade para classificação da areia de fundição (para separar elementos nocivos).

Os pesquisadores indicam que a própria indústria siderúrgica poderia ser incentivadora do concreto sustentável, desde que se comprove o benefício financeiro da destinação da escória. A expectativa é que enviar o resíduo para ser reaproveitado em artefatos de concreto custaria metade do custo para descartá-lo em aterros credenciados. A acompanhar a evolução.

Fontes: Correio Braziliense, Incopre, Ecycle

Campanha social arrecada meias velhas para transformar em cobertores

meias velhas

Que tal se suas meias velhas fossem transformadas em cobertores e ajudassem quem precisa se proteger do frio? Desde 2013, o projeto Meias do Bem, realizado pela rede de lojas Puket, promove essa transformação. Mais de 40 toneladas de meias velhas já foram arrecadadas desde o início da ação, e o resultado foi a confecção de 40 mil cobertores.

meias velhas

Funciona assim: qualquer pessoa pode ir até uma das lojas da empresa e doar meias usadas ou sem par nas urnas disponíveis. De acordo com a empresa, a cada 40 pares de meias é confeccionado um cobertor para doação e a rede ainda doa um par de meia novo. A ação ocorre ao longo de todo o ano e as doações são realizadas principalmente durante o inverno.

Conforme a Puket, o projeto tem caráter social, mas também ambiental e sustentável, na medida em que evita o descarte de resíduos têxtis.

Afinal, onde descartar roupas?

E já que entramos no assunto, quem nunca ficou com dúvida sobre o que fazer com roupas usadas? Onde descartar? Vão para o lixo seletivo? Para o orgânico?

A primeira opção é sempre doar as roupas que não têm mais utilidade para que outras pessoas possam ser beneficiadas. Isso pode ser feito diretamente em comunidades necessitadas ou então para entidades especializadas em campanhas de arrecadação. No Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, os invernos costumam ser bem rigorosos e muitas pessoas não possuem condições para adquirir o mínimo de roupas e cobertores.

Uma informação muito importante é que não devem ser doadas roupas que não tenham mais condições de uso. Elas devem estar em bom estado para que sejam aproveitadas por quem recebê-las.

Mas e se as roupas não puderem ser doadas?

Se peças do vestuário (roupas e calçados) não tiverem condições de serem doadas para uma campanha de arrecadação, por não terem mais condições de uso, elas devem ser descartadas corretamente. E devem ir para o lixo orgânico.

Algumas pessoas pensam que, se jogarem as roupas no resíduo seletivo, ela poderá servir para alguém. Ou seja, seria uma alternativa à doação. Isso não é verdade. Outro engano é que roupas e sapatos podem ser reaproveitados por empresas de reciclagem para confecção de novas peças.

Por esses motivos, roupas e calçados sem condições de serem reaproveitados por outras pessoas, quando forem descartados devem ir para o lixo orgânico.

Saiba mais sobre descarte de lixo

Você sabe como fazer o descarte correto dos resíduos? Ou lembra quais materiais vão para o o seletivo e quais vão para o orgânico? Posso descartar pilhas e baterias em qualquer local?

Acesse nosso post sobre como descartar o lixo corretamente!