Proibida no país desde os anos 1960, a atividade reduziu a população de várias espécies de animais e elevou o risco de desequilíbrio ambiental. O período entre os anos 1930 e 1960 é chamado de “época da fantasia” em muitas partes da Amazônia. “Fantasia” eram as peles de felinos exportadas para o mercado da moda norte-americano e europeu. Só a venda de pele das espécies mais exploradas – que incluíam jacarés, peixes-boi, veados, porcos-do-mato, capivaras e ariranhas – movimentou cerca de US$ 500 milhões (em valores atuais) durante o auge desse comércio.
De 1904 a 1969, algo em torno de 23 milhões de animais silvestres de ao menos 20 espécies foram mortos para suprir o consumo de couros e peles. Esses dados, apresentados em um artigo publicado em outubro na revista Science Advances, referem-se apenas ao que ocorreu nos estados de Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas.
O biólogo André Antunes, primeiro autor desse trabalho, calculou o número de animais abatidos no período ao combinar as informações disponíveis nos registros comerciais e portuários com as anotadas nos chamados manifestos de carga, relações detalhadas dos materiais transportados pelos navios que partiam do interior da Amazônia para o porto de Manaus.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Divulgação/Ibama
Autor: Equipe NV
Degelo Ártico ameaça os ecossistemas locais
O Ártico enfrenta mudanças climáticas bruscas que ameaçam os ecossistemas locais e podem ter consequências catastróficas para o restante do planeta. É o que mostra o Arctic Resilience Report, relatório resultante de cinco anos de pesquisa de cientistas do Instituto de Pesquisas Ambientais de Estocolmo. O relatório apresenta 19 “pontos de virada” já em curso ou próximos de entrar em curso, que podem ser desencadeados pelo derretimento da banquisa (camada de mar congelado que recobre o Oceano Ártico) na região.
Esses pontos de virada são caracterizados por mudanças rápidas ou bruscas em um sistema natural, que podem causar alterações irreversíveis em outros ecossistemas próximos. Verões sem gelo marinho, o colapso de sistemas de pesca do Ártico, transformação de paisagens e mudanças de solo e vegetação estão entre as possíveis consequências cujos efeitos poderiam afetar mais regiões do planeta.
Um desses pontos é o chamado “feedback de albedo”, ou a mudança no padrão de absorção de radiação pela superfície. Com o aquecimento global, o gelo e a neve (que são brancos e rebatem a maior parte da radiação solar de volta para o espaço) dão lugar à tundra, mais escura, que absorve radiação e esquenta mais a região. Isso, por sua vez, eleva a temperatura do solo, liberando gás metano da matéria orgânica antes congelada, que eleva ainda mais as temperaturas, num círculo vicioso. Já a mudança na distribuição de gelo no oceano pode causar mudanças que chegam até a Ásia.
O mais temido desses “pontos de virada” é a perda do gelo marinho permanente na bacia do Ártico, o que causaria problemas sérios para espécies como o urso polar, mas também mudaria os padrões meteorológicos em boa parte do hemisfério Norte, já que o regime de ventos na região é controlado em parte pelo Oceano Ártico. Embora o IPCC (o painel do clima da ONU) tenha descartado que o gelo da região já tenha atingido o ponto de virada, o monitoramento da banquisa em 2016 tem deixado os cientistas de cabelo em pé.
Fonte: www.ecodebate.com.br
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Mundo tem capacidade de criar sistemas de transporte sustentáveis, diz secretário-geral da ONU
Durante a primeira Conferência Global de Transporte Sustentável, realizada em 26 e 27 de novembro, em Ashkhabad, Turcomenistão, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse às delegações presentes que o mundo tem determinação, compromisso, imaginação e criatividade necessários para transformar os transportes em um sistema sustentável. Ele afirmou que essa mudança consciente é positiva para o bem-estar, para o progresso social e para a proteção do planeta.
O chefe da ONU também mencionou os impactos do setor para a saúde pública. Os acidentes de trânsito matam 1,25 milhão de pessoas por ano, sendo que nove em cada dez casos acontecem em países em desenvolvimento. Outro problema é o tráfego intenso nas grandes cidades, que prejudica a produtividade. Além disso, o transporte contribui para a poluição do ar, que custa mais de três milhões de vida por ano.
No Turcomenistão, Ban aproveitou para sugerir sete ideias para mudanças no setor. A primeira é a criação de políticas integradas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). A segunda é para que a comunidade internacional trate das vulnerabilidades dos países menos desenvolvidos, que precisam, segundo ele, de “cruzamento de fronteiras simplificado e leis regionais harmonizadas. A terceira ideia é a promoção de sistemas de transportes eficientes nas cidades. Ban pediu melhoras no transporte público e promoção do ciclismo e das caminhadas.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Fotos Públicas/Paulo Pinto
