Assistência social deve ser adaptada para lidar com mudanças climáticas, diz centro da ONU

Para preparar comunidades para as mudanças climáticas, o Centro RIO+ das Nações Unidas está elaborando um guia metodólogico sobre como incluir riscos ambientais em programas de transferência de renda. O objetivo é ampliar os esforços de adaptação às transformações do clima, que ainda respondem por uma fatia pequena dos investimentos de países para lidar com as consequências do aquecimento global. Dados da Iniciativa de Política do Clima indicam que os recursos destinados ao enfrentamento das mudanças climáticas já chegaram à soma de 391 bilhões de dólares anuais. Desse montante, porém, apenas 25 bilhões irão para iniciativas de adaptação. Para o Centro RIO+, países podem e devem canalizar parte das finanças do clima para programas de proteção social já existentes, a fim de proteger as comunidades mais vulneráveis. O organismo da ONU lembra que, no mundo, 800 milhões de pessoas ainda passam fome. Em países de baixa renda, apenas um em cada cinco indivíduos recebe benefícios da proteção social. Em nações de renda média e alta, dois terços da população está amparada por sistemas de assistência. O Centro RIO+ alerta que, na maioria das regiões do planeta, políticas de proteção sempre se concentraram nos aspectos sociais e econômicos do desenvolvimento, mas muito pouco em questões ambientais. Segundo o órgão de pesquisa, a tendência deveria ser substituída por uma maior preocupação quanto às relações entre sociedades e a natureza, uma vez que milhares dependem de meios de subsistência encontrados nos próprios ecossistemas. Choques climáticos também são um fator de risco para os indivíduos. Fonte: http://www.ecycle.com.br Foto: Banco Mundial/Flore de Preneuf/Divulgação

Energias renováveis:oportunidade de integração energética da América Latina

As energias renováveis, como a solar, a eólica, a hidrelétrica e a proveniente de biomassa, como o etanol e outros biocombustíveis, representam uma oportunidade de integração energética dos países latino-americanos em razão da complementaridade de suas matrizes, hoje fortemente baseadas na produção de energia hidrelétrica. Para atingir esse objetivo, contudo, será preciso superar barreiras para a produção de energia proveniente de recursos naturais em países da região, como a Argentina.  O simpósio, que ocorreu entre os dias 17 e 18 de novembro no campus da Udelar, em Montevidéu, no Uruguai, teve como objetivo fortalecer as colaborações atuais e estabelecer novas parcerias entre pesquisadores da América do Sul nas diversas áreas do conhecimento. Participaram do encontro pesquisadores e dirigentes de instituições do Uruguai, Brasil, Argentina, Chile e Paraguai. Fonte: http://www.ecycle.com.br Foto: Divulgação

Agronegócio precisa participar da luta contra as mudanças climáticas, alertam especialistas

O agronegócio precisa participar da luta contra as mudanças climáticas. A conclusão é de especialistas que se reuniram em 9 de novembro, no Fórum do Pacto Global, em São Paulo, para debater o papel da agricultura na preservação do meio ambiente e na redução das emissões de gases do efeito estufa. A diretora de assuntos corporativos da Dow Agrosciences, Marilene Iamauti, explicou que o cuidado com as pastagens pode evitar a destruição contínua dos recursos naturais. Segundo ela, a recuperação de áreas degradadas permite o aumento da produtividade do rebanho e reduz a pressão sobre novos desmatamentos. A diretora do World Resources Institute (WRI) no Brasil, Rachel Biderman, também concordou que o financiamento do replantio de florestas se dará pelo agronegócio. “Embora plantar florestas não seja barato, é dessa forma que o Brasil pode e precisa contribuir. Precisamos de plantadores de árvores”, alertou. A especialista chamou atenção ainda para outros mecanismos que podem estimular o envolvimento do agronegócio na preservação do planeta. “Precisamos também de uma reforma fiscal de baixo carbono, ou seja, um incentivo ou desincentivo fiscal para as empresas e suas práticas relacionadas ao meio ambiente”. Fonte: http://www.ecycle.com.br Foto: Divulgação