Perda de carbono no solo possui técnicas promissoras

O solo do nosso planeta armazena cerca de 2,5 bilhões de toneladas de carbono, mais que a atmosfera (780 bilhões de toneladas) e que a vegetação (560 bilhões de toneladas), sendo um importante reservatório de carbono. Os solos, de acordo com os serviços dos ecossistemas, podem atuar como drenos ou como fontes de emissão de gases de efeito estufa (GEEs) dependendo do tipo de manejo utilizado. Os solos do planeta já perderam de 50% a 70% do carbono contido originalmente, principalmente pela agropecuária, o que cria uma grande oportunidade para devolver o carbono ao solo e ao mesmo tempo contribuir para a diminuição do aquecimento global..

Mas como o carbono atmosférico se torna carbono no solo? O estoque do carbono no solo ocorre seguindo o ciclo do carbono. As árvores sequestram CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono) do ar por meio da fotossíntese; parte é usada para crescimento de galhos e folhas, e outra parte, cerca de 40% do CO2 sequestrado, é transportado pelas raízes até o solo. Esse CO2 irá alimentar os microrganismos do solo, que vão ajudar a plantas a obter nutrientes. Os microrganismos são responsáveis por criar complexas e estáveis formas de carbono. Se o solo for preservado, continuará armazenando carbono por centenas de milhares de anos. Ler mais

Biodiesel de óleo de palma ameaça floresta tropical

O consumo de óleo de palma para a produção de biodiesel na Europa cresceu 2,6% em 2015, um aumento que ameaça a floresta tropical e que a Quercus (maior organização ambiental portuguesa) critica, já que esse combustível polui três vez mais do que o óleo diesel. “O biodiesel europeu é atualmente o principal produto final resultante do óleo de palma, atingindo o índice inédito de 46%. Isso significa que os condutores são, apesar de inconscientemente, os maiores consumidores de óleo de palma na Europa”, diz comunicado da Quercus, que alerta para o impacto desse crescimento na destruição das florestas tropicais. Segundo os dados apresentados pela organização ambientalista, o biodiesel produzido a partir de óleo de palma representou 32% de todo o biodiesel consumido na Europa em 2015 e por “2% de todo o diesel queimado”. A Quercus estima que se a “intensiva utilização” de óleo de palma na Europa fosse replicada no resto do mundo “seriam necessários 4,3 milhões de hectares de terreno nas regiões tropicais do planeta para alimentar essa procura”. Segundo a associação, o que está em risco é “uma área equivalente às florestas tropicais que ainda restam nas áreas úmidas do Bornéu [ilha do Sudeste Asiático], Sumatra (na Indonésia) e na península da Malásia”. Fonte: www.ecodebate.com.br Foto: Divulgação

Em primeiro voo, Veículo Aéreo Não Tripulado do ISAM realiza mapeamento do Campus-Sede da UCS

Numa primeira vista, a aparência lembra uma miniatura daquelas aeronaves espaciais vistas nos filmes de ficção. A comparação para por aí. Apesar do design futurista, o Maptor, veículo aéreo não tripulado (VANT), não vai além dos limites da atmosfera. Em ambiente terrestre, porém, o equipamento trabalha com eficiência incomum. Adquirido pela Universidade, por meio do Instituto de Saneamento Ambiental (ISAM), com recursos da Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, o dispositivo é feito com fibra de carbono, possui envergadura de 1 metro e não pesa mais que 1,4 Kg. As medidas contrastam com o alcance do equipamento. Ele possui autonomia para voar por 80 minutos, consegue fazer a cobertura de 2000 hectares e gera imagens de altíssima qualidade. Ler mais