Neutralização de CO2 por plantio de árvores é alternativa para reduzir pegada

Com o cálculo das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) é possível realizar a quantificação de árvores necessárias para compensar esse tipo de emissão. As árvores absorvem CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono) pela fotossíntese, usado para seu crescimento, que é armazenado na biomassa (folhas, tronco, raízes) e é o estoque de carbono. Mas elas também emitem CO2 quando respiram e quando morrem (decomposição ou queima de sua biomassa). Quando o carbono absorvido em uma floresta excede a emissão de CO2 devido à respiração das árvores, ocorre o chamado sequestro de carbono. A neutralização das emissões via árvores ocorre pelo sequestro de carbono da atmosfera, que é fixado na biomassa da planta, ou seja, sequestrado do meio ambiente para ser fixado na planta. Uma árvore, em média, é capaz de sequestrar 15,6 quilos de CO2 por ano – isso facilita a determinação de quantas árvores serão necessária para neutralizar as emissões de empresas obtidas no inventário de emissão de GEEs. O plantio de árvores também é o método mais acessível para pessoas físicas que desejam neutralizar suas emissões do dia a dia, sem esquecer, é claro, que é essencial reduzir a pegada de carbono fazendo melhores escolhes diárias. Existem calculadoras que contabilizam o CO2 emitido e quantas árvores são necessárias para neutralizar determinado valor. Em programas de preservação, muitas vezes as árvores já são adultas e têm grande estoque de carbono por hectare, assim existem custos de manutenção florestal, bem como infraestrutura e administração.

Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação

2016 deverá ser o ano mais quente da história

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou na segunda-feira (14) um estudo no qual aponta que 2016 “provavelmente” seja o ano mais quente da história, superando o recorde batido em 2015. De acordo com dados preliminares apresentados pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o aumento da temperatura global neste ano será 1,2°C acima dos níveis pré-industriais. Segundo o levantamento, as temperaturas registradas entre janeiro e setembro de 2016 ficaram 0,88°C mais altas do que a média entre 1961 e 1990 (14ºC). A média é adotada como referência para acompanhar as temperaturas. O pico de temperatura foi registrado nos primeiros meses do ano devido à intensidade registrada em 2015 e 2016 do fenômeno conhecido como El Niño, que provoca o aquecimento da temperatura das águas em alguns pontos do Oceano Pacífico. O calor oceânico decorrente deste fenômeno contribuiu também para o branqueamento dos recifes de coral e a elevação do nível do mar acima do normal, informou a OMM. Ainda segundo a entidade, apesar de o calor do El Niño já ter amenizado, os efeitos da subida de temperatura continuarão a ser sentidos no planeta. Também contribuem para a alta das temperaturas as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, acrescenta o estudo. De acordo com a OMM, em 2015, as concentrações médias anuais de dióxido de carbono em todo o mundo chegaram pela primeira vez a 400 partes por milhão. Fonte: www.ecodebate.com.br Foto: Rádio ONU/Divulgação

COP22 destaca importância das cidades na implementação do Acordo de Paris

Durante o encontro realizado em 10 de novembro, a Conferência das Partes sobre o Clima (COP22), realizada em Marraquexe, no Marrocos, destacou a necessidade de ações conscientes executadas por cidades, bairros e regiões em todo mundo para a implementação do Acordo de Paris, que entrou em vigor no dia 4 de novembro. Atualmente, as áreas urbanas representam cerca de 70% das emissões globais de poluentes. “Ações positivas realizadas pelas cidades, bairros e outras regiões serão cruciais para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius, e até mesmo mantê-lo em 1,5 grau Celsius”, disse o secretário-geral da organização Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), Gino Van Begin, durante o Dia de Ação das Cidades e Assentamentos Urbanos da COP22. Para a cientista-chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Jacqueline McGlade, “se os edifícios novos forem essencialmente concebidos em torno do aquecimento passivo, eles podem reduzir a carga sobre o fornecimento de energia em até 40%”, disse, referindo-se à utilização da radiação solar direta para aquecimento ambiental de edificações. Fonte: http://www.ecycle.com.br/ Foto: ONU habitat/Julius Mwelu