Biodiesel de óleo de palma ameaça floresta tropical

O consumo de óleo de palma para a produção de biodiesel na Europa cresceu 2,6% em 2015, um aumento que ameaça a floresta tropical e que a Quercus (maior organização ambiental portuguesa) critica, já que esse combustível polui três vez mais do que o óleo diesel. “O biodiesel europeu é atualmente o principal produto final resultante do óleo de palma, atingindo o índice inédito de 46%. Isso significa que os condutores são, apesar de inconscientemente, os maiores consumidores de óleo de palma na Europa”, diz comunicado da Quercus, que alerta para o impacto desse crescimento na destruição das florestas tropicais. Segundo os dados apresentados pela organização ambientalista, o biodiesel produzido a partir de óleo de palma representou 32% de todo o biodiesel consumido na Europa em 2015 e por “2% de todo o diesel queimado”. A Quercus estima que se a “intensiva utilização” de óleo de palma na Europa fosse replicada no resto do mundo “seriam necessários 4,3 milhões de hectares de terreno nas regiões tropicais do planeta para alimentar essa procura”. Segundo a associação, o que está em risco é “uma área equivalente às florestas tropicais que ainda restam nas áreas úmidas do Bornéu [ilha do Sudeste Asiático], Sumatra (na Indonésia) e na península da Malásia”. Fonte: www.ecodebate.com.br Foto: Divulgação

Em primeiro voo, Veículo Aéreo Não Tripulado do ISAM realiza mapeamento do Campus-Sede da UCS

Numa primeira vista, a aparência lembra uma miniatura daquelas aeronaves espaciais vistas nos filmes de ficção. A comparação para por aí. Apesar do design futurista, o Maptor, veículo aéreo não tripulado (VANT), não vai além dos limites da atmosfera. Em ambiente terrestre, porém, o equipamento trabalha com eficiência incomum. Adquirido pela Universidade, por meio do Instituto de Saneamento Ambiental (ISAM), com recursos da Secretaria de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, o dispositivo é feito com fibra de carbono, possui envergadura de 1 metro e não pesa mais que 1,4 Kg. As medidas contrastam com o alcance do equipamento. Ele possui autonomia para voar por 80 minutos, consegue fazer a cobertura de 2000 hectares e gera imagens de altíssima qualidade. Ler mais

Assistência social deve ser adaptada para lidar com mudanças climáticas, diz centro da ONU

Para preparar comunidades para as mudanças climáticas, o Centro RIO+ das Nações Unidas está elaborando um guia metodólogico sobre como incluir riscos ambientais em programas de transferência de renda. O objetivo é ampliar os esforços de adaptação às transformações do clima, que ainda respondem por uma fatia pequena dos investimentos de países para lidar com as consequências do aquecimento global. Dados da Iniciativa de Política do Clima indicam que os recursos destinados ao enfrentamento das mudanças climáticas já chegaram à soma de 391 bilhões de dólares anuais. Desse montante, porém, apenas 25 bilhões irão para iniciativas de adaptação. Para o Centro RIO+, países podem e devem canalizar parte das finanças do clima para programas de proteção social já existentes, a fim de proteger as comunidades mais vulneráveis. O organismo da ONU lembra que, no mundo, 800 milhões de pessoas ainda passam fome. Em países de baixa renda, apenas um em cada cinco indivíduos recebe benefícios da proteção social. Em nações de renda média e alta, dois terços da população está amparada por sistemas de assistência. O Centro RIO+ alerta que, na maioria das regiões do planeta, políticas de proteção sempre se concentraram nos aspectos sociais e econômicos do desenvolvimento, mas muito pouco em questões ambientais. Segundo o órgão de pesquisa, a tendência deveria ser substituída por uma maior preocupação quanto às relações entre sociedades e a natureza, uma vez que milhares dependem de meios de subsistência encontrados nos próprios ecossistemas. Choques climáticos também são um fator de risco para os indivíduos. Fonte: http://www.ecycle.com.br Foto: Banco Mundial/Flore de Preneuf/Divulgação