A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou na segunda-feira (14) um estudo no qual aponta que 2016 “provavelmente” seja o ano mais quente da história, superando o recorde batido em 2015. De acordo com dados preliminares apresentados pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o aumento da temperatura global neste ano será 1,2°C acima dos níveis pré-industriais. Segundo o levantamento, as temperaturas registradas entre janeiro e setembro de 2016 ficaram 0,88°C mais altas do que a média entre 1961 e 1990 (14ºC). A média é adotada como referência para acompanhar as temperaturas.
O pico de temperatura foi registrado nos primeiros meses do ano devido à intensidade registrada em 2015 e 2016 do fenômeno conhecido como El Niño, que provoca o aquecimento da temperatura das águas em alguns pontos do Oceano Pacífico. O calor oceânico decorrente deste fenômeno contribuiu também para o branqueamento dos recifes de coral e a elevação do nível do mar acima do normal, informou a OMM.
Ainda segundo a entidade, apesar de o calor do El Niño já ter amenizado, os efeitos da subida de temperatura continuarão a ser sentidos no planeta. Também contribuem para a alta das temperaturas as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, acrescenta o estudo. De acordo com a OMM, em 2015, as concentrações médias anuais de dióxido de carbono em todo o mundo chegaram pela primeira vez a 400 partes por milhão.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Rádio ONU/Divulgação
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COP22 destaca importância das cidades na implementação do Acordo de Paris
Durante o encontro realizado em 10 de novembro, a Conferência das Partes sobre o Clima (COP22), realizada em Marraquexe, no Marrocos, destacou a necessidade de ações conscientes executadas por cidades, bairros e regiões em todo mundo para a implementação do Acordo de Paris, que entrou em vigor no dia 4 de novembro.
Atualmente, as áreas urbanas representam cerca de 70% das emissões globais de poluentes. “Ações positivas realizadas pelas cidades, bairros e outras regiões serão cruciais para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius, e até mesmo mantê-lo em 1,5 grau Celsius”, disse o secretário-geral da organização Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), Gino Van Begin, durante o Dia de Ação das Cidades e Assentamentos Urbanos da COP22.
Para a cientista-chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Jacqueline McGlade, “se os edifícios novos forem essencialmente concebidos em torno do aquecimento passivo, eles podem reduzir a carga sobre o fornecimento de energia em até 40%”, disse, referindo-se à utilização da radiação solar direta para aquecimento ambiental de edificações.
Fonte: http://www.ecycle.com.br/
Foto: ONU habitat/Julius Mwelu
Como evitar os riscos do descarte incorreto de medicamentos?
O Brasil é o sétimo país que mais consome medicamentos do mundo, mas existe pouca legislação referente ao descarte correto de medicamentos vencidos ou sem uso. A logística reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) abrange certos materiais que são prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente – mesmo tendo esse tipo de característica, os medicamentos ainda não entraram nessa lista. Entretanto, existe uma norma para regulamentar os procedimentos de logística reversa de medicamentos de uso humano vencidos e/ou em desuso.
O descarte de medicamentos é um problema que ocorre no mundo todo e é relativamente novo, e apresenta riscos a água, solo, animais e também à saúde pública. Nos Estados Unidos, a população recebe orientações para descartar alguns medicamentos na privada ou no lixo, pois eles dão prioridade a reduzir o risco de uso não intencional ou overdose.
Mas o risco ambiental emergente está presente nesse tipo de atitude, devido ao “micropoluentes”. Assim, os consumidores contribuem com uma quantidade pequena, mas que quando acumulados causam grandes consequências. E o pior é que grande parte das pessoas não sabe o mal que está fazendo ao descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. Cerca de 20% de todos os medicamentos que utilizamo são descartados de forma irregular.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação
