Insetos polinizadores estão sob ameaça das atividades humanas, dizem especialistas

Os especialistas reunidos na Conferência da ONU sobre Biodiversidade, em Cancún, no México, afirmaram nesta quarta-feira que abelhas, borboletas, besouros e outros insetos estão sob ameaça das atividades humanas. Eles alertam que os países devem modificar suas práticas de agricultura para garantir que a produção das colheitas seja suficiente para cobrir a demanda e evitar perdas econômicas. Um estudo sobre o assunto mostrou que 75% das safras de alimentos e 90% das plantas dependem de alguma forma da polinização animal. Isto significa, a transferência do pólen entre as partes masculina e feminina das plantas para que elas possam fertilizar e se reproduzir. O valor anual das colheitas agrícolas que dependem de polinização chega a US$ 577 bilhões. Sem a polinização, plantações de café, cacau e maçãs, por exemplo, vão ser duramente atingidas e as perdas podem atingir US$ 191 bilhões em todo o mundo. A maioria dos polinizadores é considerada selvagem. São mais de 20 mil espécies de abelhas, algumas de moscas, borboletas, mariposas, vespas, besouros, pássaros, morcegos e outros vertebrados. Os especialistas afirmam que 16% dos polinizadores vertebrados e mais de 40% dos invertebrados estão sob ameaça de extinção. Fonte: www.e-cycle.com.br Foto: Divulgação

Brasil adere ao esforço global pela conservação

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou em Cancun, no México, a adesão do governo brasileiro ao Desafio de Bonn e à iniciativa 20×20, com uma contribuição voluntária do país de restaurar, reflorestar e promover a regeneração natural de 12 milhões de hectares até 2030 para múltiplos fins. Os ministros Sarney Filho e Blairo Maggi (Agricultura) chegaram a esse entendimento durante a Convenção das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 13), que está sendo realizada no México. Ler mais

Proálcool: uma das maiores realizações do Brasil baseadas em ciência e tecnologia

  O Programa Nacional do Álcool (Proálcool), criado por decreto governamental no Brasil em novembro de 1975 e que contribuiu para impulsionar a produção de bioenergia no país nas últimas quatro décadas, representa uma das maiores realizações genuinamente brasileiras baseadas em ciência e tecnologia.

Esse marco só foi possível de ser alcançado, entre outras razões, por uma profunda sinergia entre universidades e instituições de pesquisa, empresas e o governo no âmbito do programa. Ler mais