Mudança climática ameaça segurança das mulheres, diz Unesco

No Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, celebrado nesta segunda-feira (28), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chamou atenção para a mudança climática e os recursos escassos como fatores que alimentam a violência contra as mulheres — em casa, nas ruas e durante desastres naturais causados pelo clima. A mudança climática é um multiplicador de ameaças — pode agravar a migração e o deslocamento de populações, assim como contribuir para problemas nas colheitas ou inundações, aumentando assim a pressão nos lares e nos meios de subsistência, disse em mensagem a diretora-executiva da Unesco, Irina Bokova. Estudos mostram que as mulheres são responsáveis por 65% da produção alimentar doméstica na Ásia, por 75% na África Subsaariana e por 45% na América Latina. Com frequência, são os papéis tradicionais das mulheres que as colocam em maiores riscos derivados da mudança climática – elas se tornam vulneráveis à violência ao ter de andar dezenas de quilômetros todos os dias para garantir comida, água e lenha, ou após serem deslocadas ou empobrecidas por desastres. Fonte: http://www.ecycle.com.br Foto: ONU/divulgação

Países mais pobres do mundo querem viver só de energia limpa

      A parte mais pobre do planeta pode estar prestes a dar um baile ecológico nos mais ricos. As 47 nações com menos dinheiro no mundo pretendem, até 2050, usar apenas energias 100% renováveis. A meta surgiu durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU, que terminou no último dia 18, no Marrocos. O evento discutiu quais serão os próximos passos depois que o mundo inteiro se comprometeu a reduzir as emissões de carbono, por meio do Acordo de Paris – que tem como objetivo não deixar a temperatura da Terra subir mais do que 2ºC até o fim do século. 

     A ideia é aprender com os erros do restante do mundo – e pular a parte poluente da história das nações. Os países que se comprometeram com o projeto ainda estão em uma fase embrionária da industrialização – e evitariam que suas fábricas sejam construídas dependendo de combustíveis fósseis. As indústrias já se formariam utilizando energia solar ou eólica, por exemplo.

   Apesar de nunca ter sido feito algo nessas proporções, não é a primeira vez que a ideia de salto tecnológico aparece. Um dos casos mais famosos aconteceu na parte mais rural da África. Até a virada do século 21, o número de linhas de telefone fixo por lá era escasso – assim as operadoras telefônicas resolveram investir diretamente em celulares, sem passar pelos fixos. Com isso, o número de linhas móveis em continente africano saltou de 7,5 milhões em 1999 para 76,8 milhões em 2004.

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Cerca de 100% das amostras de alimentos estão livres de agrotóxicos, relata Anvisa

O Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, o PARA, avaliou mais de 12 mil amostras de alimentos ao longo de três anos. Pela primeira vez, o documento revela o risco dos resíduos para a saúde. Quase 99% das amostras de alimentos analisadas pela Anvisa, entre o período de 2013 e 2015, estão livres de resíduos de agrotóxicos que representam risco agudo para a saúde. O dado faz parte do relatório do PARA, divulgado pela Agência na sexta-feira (25), em Brasília. No total, foram 12.051 amostras monitoradas nos 27 estados do Brasil e no Distrito Federal. Esta é a primeira vez que a Anvisa monitora o risco agudo para saúde, uma vez que, nas edições anteriores do PARA, as análises tinham o foco nas irregularidades observadas nos alimentos. O risco agudo está relacionado às intoxicações que podem ocorrer dentro de um período de 24 horas após o consumo do alimento que contenha resíduos. Este novo tipo de avaliação, que já vem sendo feito na Europa, Estados Unidos, Canadá etc., leva em consideração a quantidade de consumo de determinado alimento pelo brasileiro. Foram avaliados cereais, leguminosas, frutas, hortaliças e raízes, totalizando 25 tipos de alimentos. O critério de escolha foi o fato de que estes itens representam mais de 70% dos alimentos de origem vegetal consumidos pela população brasileira, conforme detalhados na tabela a seguir. Fonte: www.ecodebate.com.br Foto: Divulgação