Assistência social deve ser adaptada para lidar com mudanças climáticas, diz centro da ONU

Para preparar comunidades para as mudanças climáticas, o Centro RIO+ das Nações Unidas está elaborando um guia metodólogico sobre como incluir riscos ambientais em programas de transferência de renda. O objetivo é ampliar os esforços de adaptação às transformações do clima, que ainda respondem por uma fatia pequena dos investimentos de países para lidar com as consequências do aquecimento global.
Dados da Iniciativa de Política do Clima indicam que os recursos destinados ao enfrentamento das mudanças climáticas já chegaram à soma de 391 bilhões de dólares anuais. Desse montante, porém, apenas 25 bilhões irão para iniciativas de adaptação. Para o Centro RIO+, países podem e devem canalizar parte das finanças do clima para programas de proteção social já existentes, a fim de proteger as comunidades mais vulneráveis.
O organismo da ONU lembra que, no mundo, 800 milhões de pessoas ainda passam fome. Em países de baixa renda, apenas um em cada cinco indivíduos recebe benefícios da proteção social. Em nações de renda média e alta, dois terços da população está amparada por sistemas de assistência. O Centro RIO+ alerta que, na maioria das regiões do planeta, políticas de proteção sempre se concentraram nos aspectos sociais e econômicos do desenvolvimento, mas muito pouco em questões ambientais. Segundo o órgão de pesquisa, a tendência deveria ser substituída por uma maior preocupação quanto às relações entre sociedades e a natureza, uma vez que milhares dependem de meios de subsistência encontrados nos próprios ecossistemas. Choques climáticos também são um fator de risco para os indivíduos.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Banco Mundial/Flore de Preneuf/Divulgação

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