Calor foi fundamental para o avanço da Zika no Brasil em 2015, aponta estudo

Pesquisadores britânicos acabam de mostrar com números algo que até agora era apenas uma suspeita: o El Niño recorde de 2015, conjugado à tendência de aquecimento global, foi chave para a epidemia do vírus zika no Brasil, ligada ao aumento do número de casos de microcefalia.
Em estudo publicado em 19 de dezembro, no site do periódico PNAS, os cientistas liderados por Cyril Carminade, da Universidade de Liverpool, sugerem que nunca nos últimos 66 anos as condições climáticas favoreceram tanto o mosquito Aedes aegypti quanto em 2015.
A combinação do calor e da umidade com a falta de imunidade da população brasileira – acredita-se que o zika tenha entrado no país pela primeira vez apenas em 2013 – teriam causado a catástrofe vista em 2015 e em 2016: até o começo de dezembro, segundo o Ministério da Saúde, 2.228 casos de microcefalia confirmados no país. Do 1,3 bilhão de pessoas expostas hoje ao vírus da zika em 75 países e territórios do mundo, 15% estão no Brasil.
Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto: Divulgação

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