Livro reúne imagens de árvores centenárias da Mata Atlântica

Um livro lançado pelo botânico Ricardo Cardim reúne imagens de árvores centenárias da Mata Atlântica, feitas em expedições pelo ecossistema. Intitulado de Remanescentes da Mata Atlântica, a obra possui registros da floresta original feitos pelo fotógrafo Cassio Vasconcellos. Entre os destaques da publicação está o Jequitibá do Brejão, maior exemplar da espécie que se tem registro, com quase 20 metros de circunferência.

Jequitibá sendo medido pelo botânico Ricardo Cardin. Crédito: Cassio Vasconcellos

De acordo com o autor, o livro serve como uma ponte entre as gerações que vivem e vão viver no bioma mais populoso do Brasil. Para descobrir o que ainda sobrevive da floresta original, foram percorridos 12,5 mil km em seis expedições e registrados mais de 90 exemplares seculares.

Segundo o botânico, essa exuberância original da Mata Atlântica pouco lembra a realidade da maioria das florestas existentes hoje, já degradadas por diferentes formas durante séculos. São formações jovens, com predomínio de árvores finas e pouca fauna, podendo ser consideradas apenas resquícios da floresta original.

Registro de uma figueira na reserva Vale, no ES. Crédito: Cassio Vasconcellos

O livro também aborda o processo de devastação da mata, reduzida a pequenos fragmentos que hoje são pouco mais de um décimo do território original. A obra ainda entra em temas como o uso de madeiras brasileiras em móveis, objetos e construções.

Mais detalhes sobre o livro podem ser obtidos neste link.

Sobre a Mata Atlântica

A Mata Atlântica é composta por formações florestais nativas e ecossistemas associados, localizada na costa leste sudeste e sul do Brasil. Estima-se que existam em seu território cerca de 20 mil espécies vegetais, incluindo diversas em extinção ou endêmicas (que se desenvolvem em uma região restrita). Conforme dados do Ministério do Meio Ambiente, o bioma também abriga cerca de 850 espécies de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis, 270 de mamíferos e 350 de peixes.

Registro de um jequitibá. Crédito: Cassio Vasconcellos

As florestas e demais ecossistemas que compõem a Mata Atlântica são responsáveis por diversos benefícios, dentre eles:

  • produção, regulação e abastecimento de água
  • regulação e equilíbrio climáticos
  • proteção de encostas e atenuação de desastres
  • fertilidade e proteção do solo
  • produção de alimentos, madeira, fibras, óleos e remédios

O território é protegido pela Lei da Mata Atlântica (11.428/2006). O nome tem origem na localização das florestas, à beira do oceano Atlântico.

Mapa da Mata Atlântica. Fonte: Sistema Nacional de Informações Florestais

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