Fazenda vertical na Dinamarca vai produzir mil toneladas de verdura por ano

A zona industrial de Copenhagen, capital da Dinamarca, vai sediar uma fazenda vertical de sete mil metros quadrados. A estimativa é que o espaço produza mil toneladas de verduras por ano, quando estiver em capacidade máxima.

Dentre os cultivos, estarão alface, couve e ervas aromáticas. Elas serão distribuídas em imensas prateleiras em 14 andares, empilhadas do chão ao teto. A fazenda será operada pela startup Nordic Harvest em parceria com a YesHealth Group.

Os vegetais crescem em um líquido com nutrientes, não há solo, e são iluminados o dia todo por 20 mil LEDs, que substituem a luz do sol. A colheita será feita 15 vezes ao ano, e tudo é automatizado. A energia utilizada será suprida por usinas eólicas.

De acordo com a Nordic, a fazenda vertical irá consumir um litro de água por quilograma de produto, cerca de 250 vezes menos que um campo ou fazenda tradicional. Ainda segundo a empresa, o cultivo não utiliza pesticidas e inseticidas.

Opção para cultivos em áreas urbanas

A Organização das Nações Unidas estima que 55% da população mundial viva atualmente em áreas urbanas, com previsão de aumentar para 70% até 2050. Essa situação levanta debates sobre a sustentabilidade urbana e sua capacidade de produção alimentar.

Como o modelo atual urbano oferece pouco solo para plantar alimentos, o cultivo em fazendas verticais podem ser soluções viáveis de produção agricultura. Esses espaços garantem que a produção esteja mais próxima da população, evitando a necessidade de grandes deslocamentos e custos com transportes.

Fazendas verticais pelo mundo e no Brasil

O conceito de fazenda vertical surgiu em 1999, por meio do biólogo Dickson Despommier, da Universidade de Columbia, em Nova York. A partir de 2010 começou a ser colocada em prática.

De acordo com o site da Sociedade Nacional de Agricultura, alguns exemplos de fazendas verticais são a Plenty e AeroFarms, nos Estados Unidos.

Na Ásia, a indústria já está bem estabelecida. O Japão conta com mais de 200 fazendas verticais. A líder é a Spread, que produz 30 mil cabeças de alface por dia em sua planta de alta tecnologia a Techno Farm Keihanna. Outros países como Coreia do Sul e Singapura também têm realizado pesquisas avançadas nesse conceito.

Economicamente, a expectativa é que, em 2020, as fazendas movimentem em 2021 aproximadamente 1,5 bilhão de dólares.

No Brasil, no entanto, o interesse por fazendas verticais ainda é pequeno. Em São Paulo, a primeira lavoura vertical em escala comercial da América Latina surgiu em 2016, com cerca de 200 metros quadrados.

Uma das desvantagens desse conceito de produção agrícola é a pouca variedade possível de cultivo de hortaliças, que basicamente são verduras.


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