Poluição sonora: uma inimiga invisível a ser combatida

poluição sonora

Som alto, veículos barulhentos, buzinas e sirenes. Esses são os ruídos mais conhecidos e que se identificam quando o assunto é poluição sonora. Principalmente para quem mora em grandes ou médios centros urbanos, basta fechar os olhos e ouvir atentamente os sons para perceber como isso é frequente.

No entanto, o barulho em excesso, capaz de prejudicar a saúde, também pode estar dentro de ambientes fechados, como indústrias, escritórios ou até mesmo sua casa. Por esse motivo, nem sempre percebemos estar em um espaço poluído.

Quando ocorre a poluição sonora

Em sua definição, a poluição sonora significa estar exposto a sons que supere limites aceitáveis. A partir de 60 decibéis, volume de uma conversa alta, o som já é suficiente para causar efeitos negativos no organismo. Quando as pessoas ficam expostas por longos períodos a esse tipo de situação, podem apresentar sintomas como:

  • Dores de cabeça ou enxaqueca
  • Dificuldades de concentração
  • Irritabilidade ou agressividade
  • Pressão muito alta ou muito baixa
  • Gastrite e úlceras
  • Insônia
  • Falha de memória
  • Gripe
  • Doenças cardíacas ou respiratórias

No entanto, ficar exposto longos períodos a sons a partir de 85 decibéis, o que equivale ao barulho de um liquidificador, o prejuízo começa a ficar ainda mais forte, e as consequências são:

  • Perda da audição
  • Morte das células auditivas

De acordo com o pesquisador da Universidade de Brasília, Armando Moja, em reportagem da Agência Senado, a poluição sonora é um mal invisível.

– Você vê a cor da água poluída e se recusa a bebê-la. Diante do ar contaminado, você prende a respiração ou se afasta. Com o barulho, é diferente. Embora perigoso, não é encarado como tal. Um lugar barulhento dificilmente espanta alguém.

Combate ao barulho

Diante desse cenário expressamente ruidoso, é preciso tomar algumas medidas para combater o barulho, tanto em ambientes fechados quanto em espaços públicos.

No caso de residências, uma das dicas é optar por equipamentos menos barulhentos, que possuam selo de pouco ruído. Também é indicado diminuir o volume de aparelhos como televisão, rádio, celulares, entre outros e não ouvir música alta por períodos prolongados. Quem trabalha em ambientes barulhentos, precisa ficar atento ao uso de equipamentos de proteção individual como protetores auriculares e às normas de emissão de ruído.

Quando o assunto é ambiente público, aos poucos cidades e estados vêm criando as chamadas leis do silêncio. No âmbito federal, a Lei de Contravenções Penais diz que quem perturba o sossego alheio com barulho pode passar até três meses preso, e a Lei de Crimes Ambientais pune com até quatro anos de prisão quem causa poluição de qualquer natureza, inclusive a sonora, em níveis que possam prejudicar a saúde.

O advogado Michel Rosenthal Wagner, mediador de conflitos urbanos, diz que não são raras as ações judiciais envolvendo vizinhos que se estapearam por causa de barulho.

– Ouço que até as 22h o barulho está liberado e que só é preciso fazer silêncio depois disso. É mito. Existem normas que especificam o ruído máximo. Também ouço que o Brasil é barulhento porque somos um povo feliz. Outro mito. Felicidade não é sinônimo de barulho. Segundo a ONU, os países mais felizes são os da Escandinávia, onde o silêncio é muito valorizado.

Com informações da Agência Senado.

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