Sem agrotóxicos: robô utiliza inteligência artificial e laser para combater ervas daninhas

Uma máquina que utiliza robótica e tecnologia a laser está sendo opção para identificar e eliminar ervas daninhas (plantas espontâneas). Conhecido como robô capinador, o Autonomous Weeder foi desenvolvido pela startup Carbon Robotics, nos Estados Unidos.

Foto: Carbon Robotics

A solução é voltada para agricultores que atuam no plantio convencional e orgânico, podendo capinar eletronicamente de 6 a 8 hectares por dia. Por meio do uso de inteligência artificial e aprendizado profundo, o robô identifica a erva daninha e faz a sua eliminação.

Não utilizar agrotóxicos no combate às ervas daninhas é uma esperança vinda da máquina inteligente a laser na produção de alimentos saudáveis. Os robôs passaram por teste em fazendas de culturas variadas e especializadas, em campos de brócolis e cebola.

Um dos benefícios da tecnologia apontados pela startup também é a possibilidade de solução mais econômica no combate a ervas em fazendas de cultivo orgânico, onde já não há uso de agrotóxicos.

Módulos de capina por laser

Uso de agrotóxicos no Brasil e no mundo

Quem é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo? Frequentemente a informação de que o Brasil ocupa essa posição é compartilhada, porém motivo de discordância entre grupos interessados no assunto.

Uma reportagem da revista Galileu, em 2019, analisou e levantou dados sobre o assunto. Ela leva em consideração um trabalho da FAO feito por uma consultoria de mercado.

Esse relatório considera três principais eixos no ano de 2013: utilização de pesticidas em número absoluto, número por área cultivada e por volume de produção agrícola.

Segundo a pesquisa, naquele ano, o Brasil foi o país que mais gastou com agrotóxicos, cerca de U$$ 10 bilhões.

Já quando o gráfico considera os gastos totais aplicados por área cultivada, o Brasil fica no sétimo lugar, atrás de Japão, Coreia do Sul, Alemanha, França, Itália e Reino Unido.

Na terceira perspectiva que é a divisão de quanto cada país gasta pelo tamanho da produção agrícola, a posição do Brasil é 13ª. Nesse gráfico, quem lidera é o Japão.

Controvérsias

Os números de uso de agrotóxicos e os próprios dados da FAO são considerados pontos de controvérsias por profissionais da área. Isso porque o cálculo da correlação entre área produtiva coberta e volume de agrotóxicos faz o Brasil cair no ranking.

Outro trabalho, intitulado de Atlas Geográfico do Uso de Agrotóxicos no Brasil e Conexões com União Europeia e publicado em 2017, compara a média de aumento mundial no consumo de pesticida com o brasileiro. Segundo a pesquisa, liderada pela pesquisadora Larissa Mies Bombardi, entre 2000 e 2010, cresceu em 100% o uso de agrotóxicos no mundo. No Brasil, esse número chegou a quase 200%.

De acordo com a especialista, desde 2008, Brasil e Estados Unidos revezam o primeiro lugar no volume de agrotóxicos comercializados. Ela explica que não existe um monitoramento internacional que possa fazer essa classificação e os dados da pesquisa da FAO leva em conta informações repassadas pelos próprios países.

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