Técnicas de neutralização de CO2 por fertilização oceânica são polêmicas e precisam de mais pesquisa

O oceano retém mais de 90% do calor contido nos gases de efeito estufa que produzimos em processos naturais. Ou seja, ele realiza o sequestro de uma quantidade enorme de CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono), cerca de 30%das nossas emissões – é o segundo maior reservatório de CO2, ficando atrás apenas das reservas geológicas.
A fertilização do oceano, outra solução da geoengenharia, consiste no lançamento de ferro em amplas áreas onde há excesso de nutrientes. O ferro estimula o crescimento biológico da região, principalmente de organismos aquáticos como fitoplânctons que irão se proliferar, aumentando a conversão de CO2 da atmosfera em matéria orgânica. A figura mostra manchas de fitoplâncton no mar após o fertilização oceânica.
Essa matéria orgânica se deposita no fundo do oceano e posteriormente, com sua decomposição, cria um estoque de CO2 acumulado também no fundo do mar. Entretanto esse método afeta os principais ciclos naturais do oceano, além de proporcionar efeitos negativos ainda incertos nos serviços ecossistêmicos (em termos locais e globais), alterar a rede alimentar, diminuir o oxigênio, entre outros.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação

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