Falta de chuva: quais os impactos da estiagem na vida das pessoas

Estamos no verão e, nessa época, é comum que ocorram períodos de falta de chuva, até mesmo longos. É claro que o clima firme e estável agrada boa parte da população, que espera dias quentes e de sol para aproveitar a temporada, principalmente no litoral. O caso é que longos períodos de estiagem causam problemas em vários setores da nossa sociedade.

falta de chuva

Agricultura

As lavouras são os exemplos mais clássicos de prejuízos por falta de chuva. A água é essencial para o cultivo de qualquer cultura, mas no período do verão as mais afetadas são milho, arroz e soja. Frutas como melancia ou melão também ficam em risco. A uva precisa de um equilíbrio entre tempo seco e chuva. São apenas alguns exemplos.

Quem mora em grandes centros urbanos, muitas vezes, não percebe a influência que o clima tem sobre a produtividade nas lavouras e suas consequências no preço dos alimentos. A qualidade dos alimentos também pode ser afetada quando a quantidade de chuva foi muito abaixo durante o seu cultivo.

Não podemos esquecer que a estiagem causa problemas no cultivo de hortaliças como alface, repolho, brócolis, pepino, beterraba. A falta de chuva também afeta as pastagens, tendo consequências na criação de gado, aves e outros animais. Vale lembrar que a qualidade da carne, do leite e dos ovos depende disso.

Captação de água

Problema mais visível e facilmente percebido pela população quando há falta de chuva é o abastecimento de água. Muitas cidades dependem do represamento de rios para captar a água que vai ser tratada e consumida pelos habitantes. Quando não chove por muitos dias, os níveis das barragens baixam significativamente, podendo causar racionamentos graves, afetando o dia a dia de muitas pessoas.

Algumas cidades possuem abastecimento por meio de poços artesianos, que, embora sofram menos com a falta de chuva, possuem muito menor capacidade de fornecimento. Ou seja, servem para abastecer bairros ou cidades menores.

Sistema elétrico

Cerca de 60% da energia utilizada no Brasil vem de usinas hidrelétricas, que transforma a força do volume de água em eletricidade. Isso significa que, para um gerador funcionar, é preciso grande represamento de água, capaz de movimentar a usina. Ou seja, com a falta de chuva, baixam também os níveis das represas utilizadas por usinas, podendo fazê-las diminuir sua capacidade de produção ou até mesmo parar.

A população pode sentir esse efeito diretamente na conta de luz. É porque, de acordo com a capacidade de geração de energia, são aplicadas tarifas diferentes. É o Sistema de Bandeira Tarifária, veja só:

●Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;

●Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,010 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;

●Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,030 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido.

●Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,050 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido.

Importância da chuva

Já abordamos a importância da chuva para o meio ambiente em um dos nossos posts aqui do blog. Que tal relembrar? Basta acessar neste link.

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